Política

08/02/2010

Kátia Abreu fala sobre alianças entre DEM, PSDB, PR e PMDB

Por: Wesley Silas


“Nós estávamos juntos até agora, nós nos elegemos juntos, então, se o Democrata teve a humildade de ajudar o PMDB a eleger o governador Marcelo Miranda; porque o PMDB também não pode, agora, ajudar uma governadora democrata?”, Kátia Abreu.




 Kátia Abreu (Foto: Wesley Silas)

Acompanhada da ex-secretária de Educação e pré-candidata a deputada federal pelo DEM, Dorinha Seabra, do presidente do DEM no Tocantins, deputado federal João Oliveira e de lideranças políticas municipais como a vereadora Marta Barbosa (DEM) e estadual, a senadora reservou 12 minutos, dos 38 min. da coletiva do lançamento do livro: 2 Palavras + 11 argumentos, para mostrar suas razões de abrir mão de uma candidatura para apoiar o ex-governador Siqueira Campos ou de ela mesma sair candidata ao governo do Estado.

 

Apóio a Serra

 

Ao ser questionada sobre as alianças no Estado Kátia abreu disse que os Democratas estão atuando no sentido de gerar “o menor conflito possível em nível nacional” e que pretende ter uma plataforma de governo no Tocantins que se assemelhe em nível nacional “Nós queremos eleger o presidente da República, eu quero eleger o Serra, vou torcer para isso e vou trabalhar para isso. Qual é a composição nacional desenhada hoje? Se eu tenho este objetivo eu não só posso falar, mas preciso trabalhar para que ele aconteça, cada um fazendo a sua parte, e minha parte é Tocantins, então se o desenho nacional é PSDB e Democrata, eu não vou remar contra a maré aqui em baixo”, declarou.

 

Alianças com PMDB

 

Kátia defendeu que o PMDB é um “parceiro importante” e que junto com o PSDB e Democratas está entre os três maiores partidos do Estado. “O PMDB é um partido que tem excelentes quadros, que tem tempo de televisão. Nós estávamos juntos até agora, nós nos elegemos juntos, então, se o Democrata teve a humildade de ajudar o PMDB a eleger o governador Marcelo Miranda; porque o PMDB também não pode, agora, ajudar uma governadora democrata?”. [...] Se os três partidos (PMDB, DEM e PSDB) estiverem juntos vai ter um lugar para cada um dele na chapa majoritária”.

 

PR: Senador João Ribeiro e deputado Vicentinho

 

Kátia se embasou no deputado Vicentinho Alves que é do partido e está na base de apoio do ex-governador Siqueira Campos. “O PR deverá ser procurado, mesmo porque o deputado Vicentinho Alves, de Porto Nacional, é do PR e esta na base de apoio do ex-governador Siqueira Campos e não abre mão deste apoio. Então pode se instalar no PR uma queda de braço entre o senador João Ribeiro e o Vicentinho e vencerá aquele que tem a maioria no partido, ou pode haver um entendimento integral do partido de que deve ficar como governador Siqueira Campos ou não.

 

Valuar em Araguaína

 

Quanto ao  posicionamento do prefeito de Araguaína, Valuar Barros (DEM) e do vereador Mané Mundaça (DEM) que manifestaram apoio ao governo, Kátia Abreu (DEM) informou que o vereador deve está acompanhando alguma posição estratégica com o prefeito e que o prefeito ficará com o Democrata. “Nós estamos é recomendando aos prefeitos Democratas que mantinham uma linha de negociação e afinidade com o governo porque eles são executivos, eles têm está obrigação institucional. A quem fica a função de fazer a oposição são os parlamentares. [...] Eu não tenho nenhuma dúvida de que, lá na frente, quando o partido tomar sua posição a respeito de uma candidatura própria ou de um apoio a uma coligação o prefeito Valuar não ficará distante de nós. Ele sempre foi uma pessoa partidária, teve toda contribuição e colaboração do partido para chegar a prefeitura de Araguaina e eu tenho certeza de que ele não nos faltará ao Tocantins e ao Democrata.

 

Descompatibilização da CNA no dia 03 de Junho

 

A pré-candidata disse que está aguardando um consulta que ela fez ao TSE para esclarecer a dúvida se descompatibiliza da entidade no daí 03 de Abril ou dia 06 de junho. “Eu fiz uma consulta no TSE sobre isso, pois tinha dúvida devido ser presidente de um “S”.

 

Aliança com o ex-governador Siqueira Campos

 

De acordo com a senadora as conversações com o ex-governador tucano, Siqueira Campos estão avançadas e que ela está disposta a abrir mão de se candidatar para o apoiar. “As conversações estão muito boas. Então, se eu estou disposta a abrir mão de uma candidatura para apoiá-lo e, ele, automaticamente, tem que está com a mesma disposição. Então, não pode haver vetos numa união e numa possível Aliança. Se houver veto não existe aliança. Só alio com fulano se eu for candidato. Isso não é aliança, isso é imposição” [...] Nós já fizemos pesquisas que já demonstraram que mais de 60% até 75% aprovam a aliança Kátia Abreu e Siqueira Campos e isso para nós é um ponto importante”, afirmou.

 

Quem será o candidato?

 

Ao ser questionada sobre quem será o candidato ao governo, Kátia explicou que o peso da escolha do nome virá das pesquisas e da capacidade de aglutinação das forças partidárias. “Agora é a hora de fazer as pesquisas para ver quem a população neste momento prefere para as eleições para governar o Tocantins nos próximos quatro anos. Não será apenas uma pesquisa quantitativa, mas qualitativa porque tem que ser avaliado no nível de rejeição, o piso dele, a capacidade de aglutinação das forças partidárias, que às vezes o povo quer, mas os partidos não querem e ai como é que se cria as alianças, as proporcionais, a majoritária e o tempo de televisão”.



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